Mercado Imobiliário


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Mercado Imobiliário

Os plantões de vendas de imóveis devem continuar pouco movimentados, pelo menos, até meados do ano que vem. A retomada de lançamentos e do comércio de unidades novas só devem vir com uma recuperação de cenário macroeconômico, quando a oferta de financiamento for ampliada e os consumidores sentirem-se mais seguros frente às oscilações de renda e emprego. Até lá, a estratégia das incorporadoras é evitar riscos e adotar uma postura mais cautelosa, concentrada principalmente na geração de caixa e redução de unidades em estoque.

Os empresários esperam uma reversão no pessimismo dos consumidores e que em algum momento, quando as medidas do governo surtirem efeito, os juros comecem a recuar, o que pode melhorar as expectativas econômicas. Confiança e crédito são frequentemente citados como os principais fatores para o desenvolvimento do mercado imobiliário no Brasil. Desde o ano passado, entretanto, os consumidores têm se mostrado cada vez mais hesitantes em comprometer-se com uma compra tão grande quanto um imóvel ou um processo tão longo quanto um financiamento imobiliário, diante de um cenário de recessão econômica e inflação em alta.

Neste ano, as dificuldades do setor foram acentuadas com a escassez de financiamento. Para intensificar o combate à inflação, o Banco Central apoiou-se num acentuado ciclo de elevação da taxa básica de juros, a Selic, que já está no patamar de 13,75%. O problema é que o rendimento da poupança, principal fonte de recursos para o crédito imobiliário, tornou-se relativamente baixo em comparação com outros investimentos, levando a saques líquidos seguidos das cadernetas.

Vale lembrar também que o próprio enfraquecimento da economia fez com que os brasileiros tirassem dinheiro para pagar contas e outras obrigações. Na primeira metade de 2015, o total líquido resgatado da aplicação foi de R$ 38,542 bilhões, com um total de R$ 6,261 bilhões só no mês de junho. Nos dois casos, foram os maiores volumes dos últimos 20 anos para os períodos (mês de junho e primeira metade do ano), desde quando a instituição começou a compilar as informações disponíveis até hoje, em 1995.

A Caixa Econômica Federal, que encabeça essa linha de crédito, e outras instituições elevaram os custos dos empréstimos e restringiram a oferta. As medidas do governo para ajustar as contas federais são consideradas essenciais para a retomada do crescimento, mas algumas delas têm efeitos negativos no setor de imóveis, tornando ainda mais árida a situação no curto prazo. A BRI Group continua monitorando o mercado para encontrar as melhores opções para seus investidores. Entre em contato e saiba mais sobre nosso trabalho.

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